Sobre montanhas russas e a vida


Palavras embaralhadas. Coração na boca. Sorriso no rosto e a lágrima pronta no canto do meu olho. Sentimentos confusos, regado a muita dor de cabeça. É tudo que eu consigo escrever.
Não me convém falar de pessoas que não merece uma palavra sequer do meu vocabulário. Nem me convém falar de sentimentos – se é que eu sou capaz de descrever.
A única coisa que descrevo atualmente sou eu. Nada mais. E esse sou eu não incluem meus dias, meu coração e muito menos minha cabeça. São definições prontas do meu ser, capazes de mudar em questão de segundos, mas que eu-sei-de-cor-e-sorteado. Diferentemente dos meus sentimentos, minhas complicações e minha vida montanha russa. Cheia de altos e baixos, com direito a frio na barriga e vontade de descer do brinquedo. Direito a enjôo no estômago, vontade de vomitar. Com direito a sorrisos largos, mãos suadas, gritos de felicidade e agonia. Felicidade por saber que mais uma curva funda já foi deixada pra trás. Agonia por saber que muitas outras virão. Uma montanha russa de longo trajeto, cheia de obstáculos a ser vencidos. Com platéia e companheiros de carrinho. Pessoas que se perguntam o que eu faço ali e pessoas que dão sua mão em variadas curvas. Uma montanha russa complicada, mas deliciosa de ser percorrida. Até que se chegue ao fim do trajeto, e pra ser sincera, não quero nem pensar nesse fim.
Que venham milhares de curvas, voltas, rampas, gritos, lágrimas e sorrisos. Não tenho medo. Adoro montanhas russas. Elas me colocam medo, mas me fazem viver no limite, no extremo das coisas. E tem coisa melhor do que aproveitar a vida ao extremo?