
“Disk-relacionamentos”, “Mc Donald’s Love” e coisas do tipo. É tudo que me vem a cabeça quando me lembro de relacionamentos. É, porque tudo se tornou muito rápido, fácil, acessível e superficial.
São toques corporais e momentâneos que não são capazes de tocar nosso coração. São relacionamentos feitos de plástico, com digestão lenta. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. E menos amor a cada dia que passa. Por quê?
Ah, o por quê? Queria muito saber. Homens afim de um beijo e nada mais. Mulheres afim de se desfazerem de sua carência passageira. E é, são assim que se formam esses laços que nos deixam um vazio cada vez mais. Ninguém quer ter o prazer de preparar aquele jantar incrível onde seus olhos choraram ao picar da cebola, onde você levará tempo, mas terá de recompensa aquele banquete lindo e saboroso. Ao invés disso, todos preferem simplesmente ligar e pedir um X-burguer, aqueles rápidos que não passarão de uma noite e que lhes farão se sentir mal depois.
Todos tememos a insegurança, mas somos tomados pelos “casinhos” simples, rápidos e de um dia só. Porque? Eu sinceramente gostaria de saber. Não me agrada o tipo de relação onde a gente quer comprometer os corpos sem entrelaçar a alma. Cadê a magia? Me diga a onde foi parar, por favor.
Todo dia me pergunto onde estará todo aquele encanto, aquele jogo de conquista e aquela conversa que dura muito mais que 20 minutos antes daquele cara escroto da balada vim te roubar um beijo. E sei que não sou a única. Acho que toda mulher merece um mínimo de explicação quanto a todo esse feitiço que desapareceu com o tempo. Relacionamentos descartáveis e quase nada duradouros. Sem amor, sem conversas, sem carinhos. Toques supérfluos e com data de validade marcada.
Desculpa sociedade, mas eu ainda acredito no amor. E sei que ele está por aí, em algum coração que eu ainda vou descobrir. E sei que não sou a única que se ilude com essa verdade. Até porque, isso não é nem de longe uma ilusão.