Já quis ser muita coisa nessa vida. E quando a gente é criança, não dá para entender o quanto de esforço terá que fazer pra que cada uma dessas vontades realize.
Na medida em que a gente cresce, a gente
vai deixando uns desejos pra trás, desses de criança que você nunca acha que
vão se realizar. A gente cresce e começa a entender a luta árdua que viveremos
todos os dias. Começos a definir gostos e a ver o que de fato nos agrada. A
gente perde aquela inocência e deixa de acreditar que no fim tudo vai dar
certo.
Começam as dúvidas,
as jogadas do destino e você finalmente passa a entender que o que você planta
agora, você colhe no futuro. Às vezes
demora, outras não. Eu, por exemplo, errei muito até entender que sou
inteiramente responsável pelos próximos acontecimentos e já me arrependi com
todas as forças por não ter entendido isso há um tempo. Desisti de sonhos e os
vi sendo realizados muito tempo depois.
Entendi que a gente tem que subir um degrau por vez. Sem
pressa, sem desespero. Subir um degrau, esperar. Subir mais um degrau, esperar.
A gente sempre sabe a hora de dar o próximo passo. E mesmo que às vezes não pareça,
sempre é possível contar com aquela força extra que te empurra e te diz “Anda!
É a sua vez!”. Porque a gente não precisa enxergar toda a estrada que vem pela
frente. A gente tem que saber enxergar os próximos metros como um carro a noite
que só ilumina um pouco adiante e, à medida que formos andando, o resto do
caminho vai sendo revelado.
O que não pode acontecer é deixar a dúvida te cegar ou os
gritos alheios tamparem seus ouvidos. Na pior das hipóteses, eu aprendi onde o
tempo entra nessa história: Se não sabe o que vai fazer, senta nesse degrau aí
mesmo e espera. Em breve aquela força vem e te empurra. Ou não.
