Uma
pausa. Aquele espaço vazio entre os tempos, entre os acontecimentos,
entre colheitas. Nada de frutas maduras ou podres caindo do pé. Nada de flores
brotando entre as folhas. A seca quase devasta e o tempo de chuvas ainda vai
demorar a chegar. Um momento de pausa, quase eterna pausa. Nada te surpreende,
nada de te decepciona. A bagunça interna é tanta que o destino se esqueceu de
te dar uma força e você se esqueceu de fazer acontecer. Só refletir e nada
mais.
Mais
importante que tratar de criar um foco ou correr atrás do que quer, é
reconhecer que haverá um momento em que tudo entrará em um leve descompasso. Nada
agradará, nada melhorará. Mas é nesse momento que sua vida precisa de cautela.
É o momento que você para na rua quando está prestes a virar a esquina e se
pergunta se é isso mesmo que deve fazer. É um momento de perguntas e de
reconhecer que é entre as safras que se conhece a plantação de cultiva, arranca
as ervas daninhas e faz o possível para que, quando a estiagem passar, você
saiba colher bons frutos sem deixar nada apodrecer por desuso.