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| Foto: We Heart It |
Mas sabe que acho bom assim? É. Sério. Você aí, eu aqui. Gosto de inventar diálogos. Gosto de dizer para suas fotos que a camisa não combinou ou que estava tarde demais para você ficar bebendo com os amigos porque o inverno já chegou. Eu gosto.
Se você estivesse perto, como sempre esteve ou como sempre esperei que estivesse, talvez não eu não teria tanta oportunidade de sonhar tanto. Já não sei mais se viver a realidade é melhor que sonhar, porque, teoricamente, sonhar dói menos.
Não estou dizendo que sua distância não me dói. Não é isso. Não entenda mal. É que assim eu te imagino do jeito que eu quero imaginar – e talvez esse jeito não seja mais o que você realmente é. Eu te perdi de vista, meu amor. Não sei mais seus planos, sonhos, desejos, defeitos. Não sei. O que ficou em mim foi aquela boa e velha pessoa de alguns anos atrás. Nada além disso.
Eu sei que já não sou a mesma. Sei que você também não é. E juro que eu gostaria de descobrir o quanto você mudou nesse meio tempo. Mas, por agora, deixa assim. Aquela rede social é meu último respiro de você. Quero continuar vendo suas fotos, porque tenho medo de esquecer seu rosto. Não me bloqueia não.
