Eu me dispo lentamente para você. Desfaço de velhos hábitos, antigas histórias.
Começo deixando escorrer as verdades para que você possa entender o que há
por debaixo das meias palavras que eu me recuso a dizer. Tiro o ar arrogante, desabotoo o orgulho e aceito que você enxergue por detrás dos meus olhos. Sempre que dou
uma volta com aquele jeito perspicaz de quem expele sensualidade, eu permito
que você saiba na verdade como eu sou. Quem existe por trás da armadura de
força e do coração mole que você sempre dá o trabalho de entender.
Então você me
desdobra. Desvenda. Descobre. Arranca minhas máscaras em plena luz do dia e enxerga
meu sentimento cru e nu. Você engole as palavras, escuta meus murmúrios e
vomita sutilezas. Me prende, me sente. E a gente se ama debaixo do calor do sentimento, deixando de lado qualquer hipocrisia que nos impeça de ser verdade, de ser amor. Permito então, que por último minha máscara vá ao chão e você enfim, possa entender do que se
trata minha alma antes de descobrir, afinal, o meu corpo.