Eu sempre estive atrelada a você. Sempre estarei, desconfio.
Nosso prazo de validade chegou, mas não vou te jogar fora. Pelo menos não
agora. Seu físico não esta mais aqui, mas você sempre esteve comigo, caso não saiba.
Sempre esteve. Você me roubou sonhos. Me roubou tempo. Me encheu de vontades. Me
ajudou a derramar lagrimas, a abrir sorrisos, a morrer de saudade. Não morri, você
sabe. Mas nem desconfia que matou metade do que um dia foi seu aqui dentro. Do que foi meu. Do que foi nosso. Matou a pequena parcela de culpa que você tinha na minha vida.
Você era meu cúmplice. Meu meio amor que foi meio amado. Minha metade que nunca se encaixou. Meu stress que transbordou. Nunca me dei por inteiro e que bom que nunca mais darei. Você teria roubado tudo se eu tivesse me doado por completo. Não teria se contentado em levar a minha paz, o meu sossego, o meu quase seu amor.
Eu teria obrigado meu coração a te esquecer a base de ameaças se você ainda estivesse aqui. Mas você se foi. E eu não vou me desfazer de você. Não vou te jogar fora. Não vou roubar sua paz. Não vou te fazer pagar por tudo que fez comigo. Pelo menos não agora.